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Cada espécie, cada variedade e, mais ainda, cada combinação copa-porta-enxerto, adquire quando adulta uma copa típica, com forma, tamanho e características vegetativas determinadas, que podem não ser economicamente adequadas. Com a poda, pode-se ajustar ou corrigir o tamanho e a forma das plantas além de se modificar a tendência natural, que é acumular ramos fracos, declinantes e mortos no interior da copa. Ao mesmo tempo, a operação favorece a frutificação nas partes inferiores pelo aumento da aeração e insolação.
Em plantios adensados, a partir de uma certa idade pode ocorrer a perda das porções inferiores das plantas (perda da saia) e com isto a produção se localizar unicamente na parte superior da copa, permanecendo as zonas inferiores improdutivas. Observou-se que a remoção de 10% do volume das copas, ao se iniciar o fechamento do pomar (redução do espaço entre as linhas de plantio que dificulta o transito de máquinas e implementos) é suficiente para controlar essa tendência e, inclusive, incrementar a produção. Com essa prática, as podas seguintes podem ser menos severas (retirada de cerca de 1% de copa), garantindo recepção adequada de luz e conseqüentemente produtividade elevada a longo prazo.
Tanto a poda de topo como a poda lateral estimulam uma nova brotação que pode recompor a altura perdida, principalmente quando é feita sem inclinação. O problema de rebrota vigorosa e excessiva tende a se perpetuar, indo contra a produção. Isto também é válido para a poda lateral.
Podar para poder conter o tamanho das plantas vai contra a produção. Em algumas situações, tem a vantagem de facilitar os tratos culturais, mas deve ser realizada levemente. Quanto mais severa é a poda, maior a redução da colheita seguinte. Quanto mais se rebaixa a altura, piores são as produções acumuladas. A experiência mostra que a poda anual é pior em termos de produção acumulada quando comparada às freqüências de poda bienal, trienal e plantas deixadas sem podar.
Uma análise dos plantios de alta densidade, na Flórida, mostrou ser necessário iniciar-se as operações de poda mecânica lateral e de topo, antes de ocorrer o fechamento, pois seu início mais cedo na vida do pomar reduziria sua severidade e minimizaria a perda de partes produtivas das árvores, evitando a rebrota vigorosa que a poda severa causa.
Pode-se pensar no uso de poda para os plantios de alta densidade desde que se inicie o programa de podas antecipadamente e as faça com maior freqüência e menor intensidade, juntamente com um controle rigoroso da adubação nitrogenada. A poda deve ser considerada um corretivo do tamanho de plantas, devendo ser aplicada em pomares com problemas de fechamento, e não como uma medida para o controle permanente do tamanho das plantas em novos pomares adensados.
Tecnologia
Segurança, versatilidade, facilidade de manuseio e qualidade da operação realizada. Estas características são destaques no novo equipamento destinado à poda lançado pela Kamaq, em maio durante a última Agrishow.
Com a tendência de redução de espaçamento dos pomares cítricos se pronunciando cada vez mais, este equipamento vem ao encontro das necessidades e recomendações técnicas, visto que, como citado na matéria anterior, as podas devem tender a ser mais leves e freqüentes visando causar menores impactos negativos nas plantascomo brotação excessiva e redução nas safras posteriores.
O produtor deve ter consciência que, optando pelo aumento do número de plantas por área, ou seja, reduzindo o espaçamento principalmente entre as linhas de plantio, a operação de poda será um trato cultural praticamente obrigatório na condução de seus pomares, tendendo a ser realizada a cada dois ou três anos.
O trabalho da Kortflex, nome do equipamento de poda lançado pela Kamaq, pôde ser observado em uma demonstração de campo que aconteceu no dia 08/09/2005 no Sítio Santa Izabel do Turvo de propriedade do cooperado Evandro Rangel, onde vários cooperados puderam acompanhar a performance do equipamento tanto na realização de poda de topo quanto de poda lateral, sendo realizadas respectivamente um pomar de ponkan e em um pomar de limão.
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